Alto de Pinheiros privilegiado pela ciclovias

O Alto de Pinheiros é um bairro privilegiado pelas Ciclovias

Com ciclovias no seu entorno, o Alto de Pinheiros é mais um bairro na capital paulista que se rende às bicicletas.

E, entre uma pedalada e outra, é possível fazer as paradas estratégicas durante o passeio para saborear uma refeição especial, beber uma cerveja ou experimentar um bom café

A cidade de São Paulo passa por uma transformação urbana radical para implantar uma rede de ciclovias que irão futuramente se conectar e criar uma malha para ciclista nenhum colocar defeito. De acordo com o projeto original da Prefeitura de São Paulo, a meta é instalar 400 quilômetros de faixas para bicicletas até o fim de 2016.

Metade desse objetivo já está em pleno uso e canteiros de obras surgem em todas as regiões da metrópole para dar lugar às ciclovias, ciclofaixas, ciclorrotas e calçadas compartilhadas.

O Alto de Pinheiros reflete esse momento com duas importantes rotas. A ciclovia Rio Pinheiros – com 21,5 quilômetros de extensão – funciona diariamente das 5h30 às 18h30, enquanto apenas alguns trechos da ciclovia da Avenida Pedroso de Morais – que irá ligar o Parque Villa-Lobos à ciclovia da Avenida Faria Lima – estão em operação.

De acordo com a Associação dos Amigos do Alto de Pinheiros (Saap), que acompanha regularmente as obras que acontecem no bairro, a ciclovia conta com apenas 5,5 quilômetros de extensão que estão liberados aos ciclistas: Avenida Professor Fonseca Rodrigues (2,6 km), Avenida Pedroso de Morais (1,5 km), Avenida Professor Frederico Herman Júnior (700 m) e Avenida Arruda Botelho (700 m).

“Essa ciclovia faz parte de um eixo cicloviário de 32 quilômetros que vai do Ceagesp ao Shopping Morumbi e está prevista desde 1994 como compensação ambiental da Operação Faria Lima”, informa a Saap.

Ciclovia Rio Pinheiros

Enquanto a ciclovia da Avenida Pedroso de Morais ainda aguarda sua conclusão, a do Rio Pinheiros é alvo de elogios por todos que circulam em seu trajeto, na margem leste do rio e correndo paralela a um trecho da linha 9 da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos).

É a maior ciclovia da região metropolitana de São Paulo e cobre quase a totalidade da extensão do Rio Pinheiros. Por estar isolada do tráfego de pessoas e de veículos – de um lado, o rio, e do outro, a linha de trem e a Marginal Pinheiros – é uma das mais seguras para pedalar na cidade.

Para entrar e sair da ciclovia há acessos que passam por cima da linha de trem e da via expressa: Avenida Miguel Yunes (entre as estações Jurubatuba e Autódromo); Estação Jurubatuba; Passarela da EMAE – Empresa Metropolitana de Águas e Energia (junto à Estação Vila Olímpia); Estação Santo Amaro; Ponte Cidade Universitária e Ponte Cidade Jardim.

Nela, os ciclistas têm à disposição seis pontos de apoio com banheiro, bebedouro e atendimento. Futuramente estão previstos dois novos acessos que irão ligar a ciclovia aos parques do Povo (no Itaim Bibi) e Villa-Lobos. Além disso, a CPTM tem planos de instalar na ciclovia um sistema de iluminação noturna composto de 764 postes com lâmpadas LED, o que irá permitir seu funcionamento durante a noite.

A ciclovia Rio Pinheiros também faz parte de um projeto ambicioso para a região: o Parque Linear Pinheiros, sob responsabilidade da EMAE, que prevê a construção de uma ciclovia na outra margem e passarelas de interligação sobre o rio (junto às estações de trem Jurubatuba, Santo Amaro, Granja Julieta, Berrini, Cidade Jardim, Pinheiros, Ceasa e aos parques Villa-Lobos e Burle Marx, além da Ponte João Dias).

Com toda essa infraestrutura para fazer um passeio de bike, o Alto de Pinheiros pode ser considerado um bairro bem servido quando o assunto é essa nova modalidade de deslocamento pela cidade.

Pit Stop

Nas horas livres um passeio de bicicleta pode ser mais agradável com paradas estratégicas no caminho. Seja para beber água, tomar um café, conferir uma exposição de arte, deixar a bike numa ofcina, comprar acessórios para ciclistas, tomar um banho de chuveiro para recarregar as baterias (e dobrar o passeio), fazer um lanche ou até almoçar em bons restaurantes.

No melhor estilo, tudo isso poderá ser feito no entorno da ciclovia da Avenida Pedroso de Morais, no Alto de Pinheiros, e nos bairros vizinhos, como Pinheiros e Vila Madalena.

O ciclista pode começar o passeio com uma parada no Instituto Tomie Ohtake e ver suas exposições gratuitas. Se tiver com tempo de sobra, vale conferir os lançamentos literários ali mesmo no centro cultural na livraria Gaudi e garimpar peças de design na loja It, da curadora Marisa Ota. Se a fome apertar na hora do almoço, sirva-se no buffet variado, com criações da chef Morena Leite, no restaurante Santinho – do grupo Capim Santo dentro do Instituto.

Saindo dali, vale a pena ver os mais novos modelos de bicicleta da famosa fabricante suíça Scott e roupas e acessórios para ciclistas na loja Bike Tech. Ali perto, uma opção para encontrar os amigos é o bar Pirajá.

Se tiver calor, acomode-se numa mesa na calçada, peça uma cerveja e uma porção de pastéis de bacalhau ou croquetes de pernil. Se a bike precisar de uma calibragem no pneu ou um conserto, ali perto – próximo da Marginal Pinheiros – tem a Aro 27, uma loja multifuncional para os aficionados em bike, com oficina de reparos e serviço de estacionamento de bicicletas (com direito a uma chuveirada para refrescar o ânimo do ciclista).

Durante a pausa, outra comodidade: peça um café de coador com grãos selecionados da Fazenda Pessegueiro. A algumas quadras dali – na rua Vupabussu – os cervejeiros podem experimentar um dos 800 rótulos de cerveja à venda no Empório Alto dos Pinheiros.

Para acompanhar, vale experimentar uma comidinha de boteco servida no balcão. Se o passeio se estender até o fim da tarde e der aquela vontade de tomar um café, acompanhado por uma fatia de bolo caseiro, a pedida é dar um tempo na Brigadeiro Doceria & Café, na Rua Padre Carvalho.

Caso as pedaladas sejam feitas à noite e o ciclista for muito exigente com seu paladar, a Vila Madalena tem ótimas opções de restaurantes. O jantar no Vito é servido até as 22h45. Lá, não deixe de experimentar qualquer uma das pastas assinadas pelo chef André Mifano.

Na Rua Delfna, duas opções para quem não se preocupa com o relógio: a filial paulistana do prestigiado bar carioca de tapas, o Venga; e o bar Astor que oferece drinques tradicionais e porções bem servidas de petiscos, como, por exemplo, o tostado de presunto com queijo gruyère. Se a ideia é apenas dar um tempo tomando um cafezinho, de preferência gourmet, a prestigiada Coffee Lab – na Rua Fradique Coutinho – serve (até as 20h) expressos tirados por um time de baristas treinados pela expert Isabela Raposeiras. Um coffee que certamente vai dar um pouco mais de gás para as pedaladas de volta para casa.

Cidades famosas por suas ciclovias

Enquanto São Paulo parece acelerar a fim de oferecer um novo meio de mobilidade urbana com as ciclovias, muitas cidades na Europa incentivam há muito tempo o uso de bicicletas pelos benefícios ao meio ambiente, ao trânsito e, claro, à saúde de seus cidadãos.

O site Askmen.com listou as dez cidades do mundo mais amigas da bicicleta. Amsterdã, na Holanda, ocupa a primeira posição no ranking, por conta de suas diversas ciclovias, bicicletas públicas disponíveis para locação e galpões para estacionamento de bikes.

Copenhague é uma das que mais oferecem programas urbanos a favor da bicicleta, com ciclovias extensas (muitas vezes isoladas das pistas de trânsito intenso) e sinalização própria. Na capital dinamarquesa, o ciclista ainda encontra um bairro totalmente livre de carros, o Christiania.

Em Bogotá, na Colômbia, apenas 13% da população tem carro e essa vantagem demográfica repercute em programas públicos tão vigorosos quanto os europeus a favor das bicicletas. Lá, mais de 70 quilômetros de vias públicas são fechadas para o tráfego de automóveis, para que ciclistas, skatistas e pedestres possam transitar pelas ruas com maior segurança.

No Canadá, a cidade de Montreal recentemente investiu US$ 134 milhões para renovar as ciclovias e construir um ambiente ainda mais favorável às bikes.

Outro bom exemplo é a cidade de Portland, no estado do Oregon (Estados Unidos), que tem mais de 480 quilômetros de ciclovias à disposição da população.

Na Basileia, Suíça, o planejamento pró-bicicleta vai além do perímetro urbano, com ciclovias que ligam a cidade a outras regiões do país.

Desde 2007, Barcelona (Espanha) dispõe aos seus moradores o programa de aluguel de bicicletas Bicing, com mais de 100 postos espalhados pela cidade e cerca de 3.250 vagas de estacionamento.

Em Pequim, na China, a bicicleta é tradicionalmente a maior opção popular de locomoção na cidade. Como a baixa qualidade do ar tem sido cada vez mais uma preocupação para os governantes, políticas públicas de incentivo a esse meio de locomoção têm sido cada vez mais elevadas.

Por conta de sua topografa com aclives e declives, a Prefeitura de Trondheim, na Noruega, construiu elevadores exclusivos para bicicletas. Nessa cidade norueguesa estima-se que 18% da população faça uso diário das bikes como meio de transporte.

Curitiba, no sul do Brasil, também foi incluída no ranking. Seu planejamento urbano há mais de 40 anos estimula o uso de bicicleta na cidade, que atualmente conta com 127 quilômetros de ciclovias. Esse número irá aumentar em mais 300 quilômetros de novas vias até o próximo ano, com investimento de R$ 90 milhões da Prefeitura, cifra prevista em seu Plano Diretor Cicloviário.

A Alfa Relty pensa seus empreendimentos para que as pessoas usufruam dessa mobilidade, acompanhando as tendenciais internacionais, por isso tem grande preferencia pelo bairro Alto de Pinheiros para incorporar seus empreendimentos.  

 

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *