As mais importantes galerias nos arredores do Alto de Pinheiros

As mais importantes galerias nos arredores do Alto de Pinheiros para ver e experimentar os mais diferentes tipos de arte na capital paulista

 

A cidade de São Paulo abriga 120 galerias de arte com mostras regulares e que representam os artistas mais conceituados no circuito de arte nacional. A afirmação é do Mapa das Artes, um dos mais prestigiados informativos especializados em artes visuais no Brasil, editado pelo jornalista Celso Fioravante.

E algumas das mais prestigiadas estão instaladas nos bairros de Pinheiros e Vila Madalena, na zona oeste da capital paulista. Nesta reportagem listamos cinco delas – Estação, Fortes Vilaça, Millan, Raquel Arnaud e Virgilio –, além do Instituto Tomie Ohtake, no Alto de Pinheiros. Galerias que são verdadeiras instituições ao considerarmos o time de artistas brasileiros que representam e a excelente curadoria de suas exposições. Confira aqui um roteiro básico sobre os artistas, marchands e a história de cada uma delas.

GALERIA VIRGILIO

Direcionada para a produção de jovens artistas contemporâneos e de artistas surgidos a partir dos anos 1980, a Galeria Virgilio tornou-se um polo de boa arte desde 2002 quando abriu suas portas.

De acordo com a marchand Izabel Pinheiro, o calendário de exposições de sua galeria contempla a arte que marcou no Brasil o perfil da contemporaneidade, além de definir padrões para a nova geração. “A Virgilio fornece elementos para a formação de critérios que possam orientar o mercado de um ponto de vista da cultura e da produção de valores. Além de dar visibilidade aos artistas, acompanhando seu percurso e fornecendo suporte para integração de sua obra no contexto institucional e nos mercados nacional e internacional”, pontua a galerista.

Entre os mais de 30 artistas representados pela Virgilio estão Claudio Matsuno, Ana Brengel, Marcia Cymbalista, Diogo de Moraes e Renata Pedrosa.

GALERIA FORTES VILAÇA

Inaugurada em 2001, sob a direção de Márcia Fortes, Alessandra d’Aloia e Alexandre Gabriel; a Galeria Fortes Vilaça apresenta um programa dinâmico no qual artistas brasileiros e estrangeiros, jovens e consagrados, realizam exposições ambiciosas. Mostras coletivas organizadas por curadores convidados também são frequentes em seu espaço. No seu seleto grupo de artistas estão Adriana Varejão, Beatriz Milhazes, Ernesto Neto, Iran do Espírito Santo, Jac Leirner, Leda Catunda, Luiz Zerbini, Mauro Restiffe, Nuno Ramos, os Gemeos e Rivane Neuenschwander, entre outros.

GALERIA ESTAÇÃO

Aberta no final de 2004, a Galeria Estação apresenta um modelo inédito de exibir e promover a produção de arte popular brasileira. Dirigida pela curadora Wilma Eid, colecionadora que mantém um dos acervos mais importantes do gênero no Brasil, a galeria reúne preciosidades, entre esculturas, gravuras, pinturas e objetos. “Meu interesse é divulgar essa valiosa produção, seja celebrando nomes já reconhecidos, seja descobrindo novos talentos, muitas vezes escondidos nas várias regiões brasileiras ou ainda trabalhando com a arte contemporânea que estabelece diálogos com esta criação de raiz”, afirma Eid, que segue a linhagem de colecionadoras apaixonadas por esse tipo de arte como as arquitetas Lina Bo Bardi (1914-1992) e Janete Costa (1932-2009), com a qual colaborou em curadorias de exposições de arte brasileira.

Em seu acervo, obras assinadas por GTO, Chico Tabibuia, Nuca de Trucunhaém, Mestre Vitalino e Mestre Galdino, entre outros. A galeria também apresenta em seu espaço nomes atuais que trabalham com elementos da fonte popular, como é o caso do artista mineiro Teodoro Stein Carvalho Dias, com exposição em cartaz até outubro próximo.

GALERIA MILLAN

Sob o comando de André Millan e Socorro de Andrade Lima, a Galeria Millan surgiu na década de 1980 e acompanha de perto a trajetória de sua equipe de artistas e oferece apoio irrestrito aos seus processos de criação. Além de desenvolver um amplo programa de aquisições junto a coleções institucionais e privadas do Brasil e do exterior, a galeria prioriza o intercâmbio com instituições culturais, museus e fundações e organiza publicações junto a conceituadas editoras de arte.

Entre os artistas representados Artur Barrio, Dudi Maia Rosa, Emmanuel Nassar, Fernando Zarif, José Resende, Lenora de Barros, Miguel Rio Branco, Paulo Pasta e Tunga. Entre as mostras mais recentes, a individual do artista José Resende apresentou esculturas recentes e inéditas

GALERIA RAQUEL ARNAUD

A trajetória da Galeria Raquel Arnaud é assinalada “por escolhas visuais contundentes e pelo esforço no sentido de colocar em perspectiva as tendências que representa”, anuncia seu material de divulgação.

Criada em 1973 e desde 2011 em seu atual endereço, a galeria foi precursora no mercado de arte brasileira e tem papel fundamental no desenvolvimento e consolidação da arte contemporânea. Seu foco no segmento de abstração geométrica e a atenção especial dada às investigações das artes construtiva e cinética, instalações, esculturas, pinturas, desenhos e objetos estabeleceram o prestígio da galeria no Brasil e no exterior, “tanto por sua coerência como pela contribuição singular para valorização e consolidação da arte brasileira”.

A galeria representa artistas consagrados como Iole de Freitas, Waltercio Caldas, Carlos Cruz-Díez, Arthur Luiz Piza, Sérvulo Esmeraldo, Cassio Michalany, Frida Baranek e Marco Giannotti, para citar apenas alguns. Na fase atual, a marchand Raquel Arnaud inaugura uma nova etapa profissional e pessoal ao explorar novos universos artísticos, como a fotografa.

INSTITUTO TOMIE OHTAKE

Instalado num edifício de fachadas coloridas que leva a assinatura do arquiteto Ruy Ohtake, o Instituto Tomie Ohtake desde 2001 tornou-se uma das mais importantes instituições de arte de São Paulo e do Brasil.

E tem uma singularidade: é o único local da cidade que se dedica a organizar mostras nacionais e internacionais de artes plásticas, arquitetura e design. Por seu espaço expositivo já foram exibidas obras de Robert Rauschenberg, Roy Lichtenstein e Miró, além dos brasileiros Vik Muniz, Rosangela Rennó, Nelson Leirner, Daniel Senise, Ana Maria Tavares, Carmela Gross, Nelson Felix, Nuno Ramos e novos expoentes por meio de inúmeras coletivas. No segmento de arquitetura trouxe mostras com trabalhos do catalão Gaudí, do português Álvaro Siza e do escritório japonês SANAA.

Entre os nomes do design internacional que ganharam exposições celebradas estão Arne Jacobsen, Karim Rashid e Patrick Jouin. Atualmente, a exposição “Frida Kahlo – conexões entre pintoras surrealistas no México” (em cartaz até 10 de janeiro de 2016) tem a curadoria da pesquisadora Teresa Arcq e apresenta cerca de 100 obras de 16 artistas que revelam como uma intrincada rede, com inúmeros personagens, se formou tendo como eixo a figura da artista mexicana. Num caso raro e inédito no Brasil, a mostra reúne 20 obras de Frida (que em vida produziu apenas 143 telas), além de 13 obras sobre papel (nove desenhos, duas colagens e duas litografias).

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